Noticias - Jornal Agito Ubatuba

Um novo conceito em jornal

Publicado em 09/06/2015
Colunista: Adriano Correa

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Agito Financeiro


Criatividade e inovação

 

Na minha última coluna destaquei a importância da inovação e dei como exemplo a diferença entre o PIB per capita americano e o nosso. Vou tentar expor os motivos dessa diferença de uma forma bastante simples e até controversa.

Começo discordando de que o brasileiro é empreendedor, pois em minha opinião, esse empreendedorismo é confundido com um “negócio de subsistência”. Isso porque o empreendedor é aquele que desenvolve um produto ou serviço com características inovadoras, seja no próprio produto seja na forma de sua comercialização, com vistas a se expandir pelo país e até pelo mundo.
Para isso se faz necessária a criatividade, que por sua vez demanda o máximo de habilidades e conhecimentos, que irão formar uma massa crítica alimentando e impulsionando a geração de novas ideias.
Vou dar um exemplo bastante simples, um berimbau tem a mesma gama de possibilidades de criação musical que um violão ou um piano? A corda do berimbau ou as cordas do violão e piano representam o acúmulo de informações e conhecimento que você adquire. Em outras palavras, pouco conhecimento restringe sua capacidade de criação, ao passo que mais conhecimento, a amplia.
Infelizmente, a educação em nosso país é negligenciada, não pelo governo, mas pelos próprios alunos que insistem que toda informação passada é inútil, sem se dar conta de que o aprendizado na escola desenvolve a bagagem cultural e a inteligência.
Não é à toa que “Os líderes mais bem sucedidos estão constantemente em busca de novas informações” diz Ruth Malloy, diretora global de liderança do HayGroup. Além disso, a Google somente emprega funcionários que apresentem, em testes de Q.I., resultados que os posicionem entre os 1% mais inteligentes, por isso são tão inovadores.
Essa é a nova necessidade mundial, cabeças pensantes e prontas a desenvolverem inovações, algo muito distante do que deseja a maioria de nossos jovens. Se esta visão não for mudada, o resultado final é que seremos sempre empresários de subsistência, com medo de competir com concorrentes mais evoluídos e, portanto sem capacidade de fazer crescer nosso PIB per capita. Assim, a redução da desigualdade se dará tornando a todos muito pobres e não aumentando a riqueza.

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