Noticias - Jornal Agito Ubatuba

Um novo conceito em jornal

Publicado em 07/08/2015
Colunista: Adriano Correa

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Investimento social sem retorno


Toda empresa que se preze ou artistas e esportistas famosos optam por montar e manter um programa de assistência social, que visa ajudar, especialmente as crianças, a terem um futuro mais digno.
Quem vai se opora tais iniciativas ? Por outro lado, fico me perguntando: qual o resultado prático alcançado com estes milhões que são investidos pelas empresas e celebridades nesses programas ? Qual o retorno social obtido sobre o que foi investido ? Acho que vale a pena lembrar que a escola é responsável por criaruma legião de 39% de analfabetos funcionais e somente 10% dos alunos que terminam o ensino médio dominam a matemática. Diante de tais dados, justifica-se a pergunta:quão efetiva tem sido essa ajuda ?
O argumento desse pessoal engajado nessas ações sociais, é que práticas esportivas e “culturais” aumentam a autoestima da criança e do adolescente, mas essa autoestima sobrevive quando o jovem for exposto ao mercado de trabalho sem saber interpretar um texto ou fazer uma simples conta de porcentagem ? Como ele se sentirá ao saber que não consegue se empregar por falta de qualificação ?
Com tanto dinheiro investido no social durante tanto tempo é incompreensível que ainda tenhamos resultados ridículos, amargando as últimas posições nos rankings internacionais de educação.
Não obstante o fato que o brasileiro não gosta de se esforçar ou estudar,comprovado pela pesquisa da Fecomércio que mostra que o brasileiro gasta mais 18% a mais com beleza do que com educação, não seria justo o investidor social cobrar uma contrapartida em relação ao aprendizado das crianças beneficiadas ?Já fiz muitas palestras voluntárias e ministrei aulas para pessoas carentes, e vi situações em que um garoto acha caro investir cem reais por mês em um curso de informática ou inglês, mas carrega consigo um celular de mil reais e usa um tênis deste mesmo valor. Talvez ele tenha aprendido que autoestima vale mais que educação.
Será que não está na hora das empresas reverem seus processos de concessão de recursos para fins de desenvolvimento social ? Ou elas preferem ficar na defensiva mantendo o programa para deduções fiscais ou simples melhora de sua imagem frente ao mercado.

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