Noticias - Jornal Agito Ubatuba

Um novo conceito em jornal

Publicado em 09/07/2015
Colunista: Adriano Teixeira

Compartilhar

Educação é um direito?


Alguns temas ganham uma nova dimensão apenas quando vistas sobre outro ponto de vista. Como costuma dizer Olavo de Carvalho (filósofo e escritor), se você inserir no Google o termo : educação é um direito ou qualquer coisa semelhante, provavelmente surgirão milhões de publicações a esse respeito. Seria essa a verdade absoluta sobre a educação ?
Na concepção de Olavo de Carvalho, da qual pactuo totalmente, a educação deve ser encarada como um dever. Quando passamos a ver esse tema sob essa outra ótica, fica mais fácil perceber que faz sentido.
Em primeiro lugar, investimos uma parcela significante de dinheiro na educação – alguns poderão até achar que é pouco – então o mínimo que a sociedade espera é um retorno desse investimento. Infelizmente não é o que acontece, continuamos com alunos que saem do ensino médio analfabetos funcionais e sem o domínio da matemática. Enfim, se recursos são destinados aos alunos, estes deveriam valoriza-lo, o que não acontece.
Ainda cabe outra justificativa para entender a educação como um dever. Segundo o ministério do desenvolvimento social, existem 50 milhões de pessoas que dependem direta ou indiretamente do programa Bolsa Família.
Considerando-se que nossa população está por volta de 200 milhões, existe uma relação de 3 contribuintes para sustentar um dependente do Bolsa Família.
É fácil perceber que esta relação é insustentável no futuro e a forma de diminuir esta proporção é capacitando as gerações futuras para que possam progredir na vida sem ajuda estatal.
Além disso, o fato da educação ser encarada como um direito dá ao aluno uma sensação de que todos devem colaborar com sua formação, sem cobrar sua contrapartida. O aluno convive neste cenário do 1º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, criando hábitos que “devem ser tolerados” por todos à sua volta.
Assim surgiu o embrião do povo com direitosmas sem obrigações. Uma população assim não evolui, não chega a lugar nenhum.
Este cenário não é novo e os resultados já se fazem sentir nas universidades, que sofrem com alunos sem base, e no mercado de trabalho, com jovens que mal sabem ler, escrever ou fazer uma simples conta de matemática. Será que já não está na hora de reavaliar tudo isso ?

Voltar