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Um novo conceito em jornal

Cidade: Ubatuba
Publicado em 28/03/2019

Modalidade de esporte incentiva união e coletividade em Ubatuba


 

Prática da “Canoa Havaiana” é oferecida pela escolinha de Esportes da Prefeitura de forma inédita

 

Em 2019, a Escolinha de Esportes da secretaria de Esportes e Lazer (SMEL) da Prefeitura de Ubatuba deu início a novas modalidades. Uma delas é a Va’a (que significa canoa no idioma polinésio), conhecida popularmente como “Canoa Havaiana”.

Na manhã de quarta-feira, 27, a equipe da comunicação acompanhou uma das três turmas do projeto – que no total, atende 36 alunos de 10 a 14 anos, duas vezes por semana. As turmas são mistas e as meninas não ficam para trás: ajudam em tudo, desde carregar o material necessário para aula até colocar a canoa na água.

 

A rotina

O cronograma é simples: após se encontrarem e pegarem tudo o que irão utilizar, os alunos seguem para o local da aula, no Itaguá, onde fazem a montagem das canoas, uma dinâmica ou aquecimento tradicional e, depois entram na água, onde fazem exercícios indicativos de movimento, treinando a sincronia.

A canoa funciona assim: o ritmo é ditado por quem está à frente e a direção fica com quem ocupa o último banco. São duas canoas acopladas e, em cada uma, cabem 12 alunos.

O instrutor, Lucas Miom, é educador físico concursado da secretaria e explica que a modalidade é uma mistura força e habilidade. “ É preciso entender que a canoa vai se movimentar melhor com a sincronia e que tudo depende do jeito que você aplica a força, por isso, não basta só o esforço físico”, comenta.

Ele procura ensinar de forma didática, desenvolvendo primeiro a habilidade e depois a capacidade, além de reforçar a importância dos valores que já estão implícitos no esporte: união e trabalho coletivo.

Miom reforça que são tomados todos os procedimentos referentes à segurança. Para iniciar a aula, são levados materiais como baldes, remos reserva, água potável e colete salva-vidas. Além disso, frisa que uma das lições do esporte é ensinar os alunos a se anteciparem a qualquer adversidade.

“A gente ensina eles sempre a se anteciparem ao que pode acontecer. Uma vez me perguntaram por que levamos baldes, se não entra água na canoa. Respondi que não sabemos o que pode acontecer. Se vier uma onda, ou algum barco passar próximo e ocasionar entrada de água na canoa, será necessário tirar, então, já estaremos preparados”, garante.

 

Retorno positivo

Gabriela Cury tem 11 anos e começou a prática do esporte há duas semanas. Ela disse que já gosta muito das aulas. A aluna, que integra a Escolinha de Surfe, ficou sabendo do projeto por com a divulgação feita pelo próprio professor, que também ministra aulas de surfe pela secretaria. “É bem legal. Gosto de remar, mas a hora de nadar é a melhor”, afirma.

O esporte também é o queridinho de João Stanish Oliveira, de 12 anos. Pela Prefeitura, ele treina há 3 meses. Assim como Gabriela, ele também era aluno de surfe e recebeu o convite do professor.

“Achei muito legal. No primeiro dia, eu não conhecia ninguém, mas então, fizemos amizade. É um esporte coletivo que envolve as pessoas e eu gostei muito disso. O que mais gosto é do coletivo, de todo mundo fazendo tudo junto”, comenta. 

Ele se deu tão bem com o esporte que foi convidado pelo instrutor a treinar com uma turma de alunos mais velhos, visando inclusive, competições. “Meus pais me apoiam muito porque eles também gostam muito de esporte e estão me ajudando no que preciso”, comemora.

E não são só os alunos que comemoram. Os pais, como disse João, também dão aquela força.

Vanessa Bernardim é mãe da Marina Breda, que iniciou na modalidade assim que abriu a oportunidade na escolinha da Prefeitura. Ela conta que a filha começou a fazer aulas de surfe mas não se identificou muito - foi ai que Vanessa ficou sabendo da atividade por meio de um grupo da escola e resolveu sugerir. “Ela adora o mar e eu tinha certeza que ia gostar. E ela realmente gosta, porque o horário da modalidade coincidiu com uma outra atividade que ela fazia e a opção foi continuar no esporte”, relembra.

A mãe destaca que, além do contato com a natureza, a mensagem de valores que o esporte passa para os alunos “é incrível, pois só funciona se todos fizerem tudo junto todo o tempo e essa é a melhor lição.”

 

Ideia

O secretário de Esportes e Lazer da Prefeitura, José Alberto Jacob, relata que a ideia de inserir a modalidade foi oferecer algo diferenciado, além de adaptar a estrutura da secretaria aos novos esportes que estão surgindo e, inclusive, sendo fortalecidas em competição. Outro quesito foi

valorizar a prática de esportes de praia, que é o que caracteriza o município.

Aliado às intenções do secretário, juntou-se o desejo do professor de começar a contemplar crianças e adolescentes com suas aulas, pois há quatro anos possui uma escola particular da modalidade em Ubatuba.

 

Miom e o Va’a

O instrutor teve contato com o esporte pela primeira vez em 2004, como lazer. Ele ainda morava em São Vicente.  Depois disso, manteve contatos esporádicos e só voltou a remar com frequência em 2014.

Após mudar para Ubatuba devido a aprovação em um concurso público, foi que surgiu a ideia de fazer o esporte virar investimento

Como profissional, ele vem se capacitando cada vez mais para oferecer o melhor. Em 2018, participou de duas clínicas no Litoral, ministradas por um Taitiano.  No mesmo ano, competiu com a primeira equipe de juniores até 16 anos, conquistando o título de campeões do circuito paulista.

 

 

Entenda mais sobre o esporte:

Canoa Havaiana é uma das muitas definições utilizadas para as canoas tradicionalmente utilizadas na região do triângulo polinésio. Também chamadas de Wa'a, Va'a, Outrigger ou Canoa Polinésia e ainda conhecidas como catamarã havaiano, essas embarcações foram muito importantes para o processo de colonização daquela região.

 

 

Integração

Bancos 1 e 2 – ritmo

Bancos 3 e 4 – força

Bancos 5 e 6 – direção

 

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