Noticias - Jornal Agito Ubatuba

Um novo conceito em jornal

Cidade: Ubatuba
Publicado em 31/07/2015

Compartilhar

Uma lição interessante



Outro dia levei meus filhos para assistirem ao filme“Divertida Mente”, dos estúdios Disney. Muito embora eles atualmente estejam preferindo filmes de ação em detrimento dos de animação, acabamos escolhendo este.
O filme se passa dentro da cabeça de uma menina, desde o dia em que ela nasce até a sua entrada na adolescência. Na cabeça dela, assim como em todos s outros personagens da história, aparecem os sentimentos que ditam o rumo da vida dela: alegria, tristeza, medo, nojo e raiva
A alegria é a primeira a despertar, logo após abrir os olhos pela primeira vez e ver os pais. À medida que situações corriqueiras de um bebê aparecem, surgem os demais sentimentos.
A alegria é muito ativa e procura criar as lembranças da menina dentro de um ambiente de plena felicidade, inibindo o envolvimento dos outros sentimentos, até que este plano sofre o primeiro revés e isso faz mover uma cadeia de eventos que fogem ao controle, iniciando o caos na cabeçada menina.
Não vou contar o filme, é importante que assistam para entender o seguinte: a vida não é feita só de momentos felizes. Nosso caráter, nossas habilidades e relacionamentos se fortalecem não só com momentos de felicidade.
Curiosamente, somos criados para viver sem esses sentidos negativos, estamos sempre preocupados em nos blindarmos das experiências ruins sem saber que é isso que ajuda no nosso desenvolvimento.
Pior ainda, fazemos isso frequentemente com nossos filhos que não aprendem a conviver com algum revés na vida, alguma frustração, medo e até mesmo com uma manifestação de raiva.Na melhor das intenções, procuramos criar um ambiente perfeito para nossos filhos, onde sentimentos negativos não têm vez.
O que seria da saudade sem a tristeza pela partida ou perda de alguém querido? O que seria dos grandes avanços da humanidade sem o medo de errar ou a frustração por não ter conseguido? O que seria da nossa liberdade se às vezes não reagíssemos com raiva, indignação e energia à tentativa de nos aprisionar?
Após o filme, tive uma longa conversa com meus filhos sobre todas essas questões poisvale a pena refletir sobre essa lição interessante.

Voltar