Noticias - Jornal Agito Ubatuba

Um novo conceito em jornal

Cidade: Ubatuba
Publicado em 02/10/2015

Uma situação cotidiana


Uma empresária vê seu novo funcionário, um jovem da chamada geração Y, navegando na internet em pleno horário de expediente, chama sua atenção, aproveita para reclamar da bagunça de sua mesa de trabalho e chama a atenção do funcionário pela demora na entrega de uma tarefa.
Ao chegar em casa, encontra seu filho em seu quarto bagunçado navegando na internet desde que voltou da escola, então, ele tira o fone de ouvido e fala para a mãe : “tem esse bilhete da escola”. A mãe, então, lê que seu filho não entregou o trabalho de química que fora pedido pelo professor na semana passada. Ela diz furiosa “mas a escola tem que ser tão exigente com prazos?”.
Essa história não é verdadeira, mas reflete o que vem acontecendo em nossa sociedade. Os mesmos hábitos e comportamentos que os mais velhos não suportam – em especial nos jovens da geração Y – são tolerados dentro de casa, alimentando o ciclo que eles mesmos desaprovam.
Este comportamento de superproteção dos pais começa nos primeiros anos da escola, quando os alunos se expõem aos desafios do aprendizado e da socialização, chegam à universidade e não raro, ao trabalho.
Foi-se o tempo que os pais estacionavam o carro para esperar a entrevista de emprego do filho, agora eles o acompanham e se frustram por não poderem participar do processo. Curioso é que o jovem que exige autonomia e acha que pode escolher seu destino, ainda aceite intervenção paterna nesses momentos.
Reconheço como é difícil para os pais se desligarem de suas “obras primas” que são seus filhos por temerem toda a sorte de coisa que possa acontecer com eles, mas é preciso ter um limite para isso. O jovem tem que aprender a decidir sozinho, pois a vida é dele.
Aos pais cabe o papel de extrair o máximo dos filhos, mostrar caminhos, discutir soluções, pois eles têm experiência. Ao filho resta ser mais ativo, fazer o melhor possível a fim de encontrar seu talento, ser curioso e investigativo, buscando mais informações além daquelas que a escola lhe apresenta, deve se informar para poder formar uma opinião para então discuti-las com os pais ou professores, assim ele crescerá ciente de que não tem apenas direitos mas também tem que fazer sua parte, que é a mais importante.

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